Símbolos Nacionais

 

A Bandeira Nacional

O Hino Nacional

Brasão de Portugal

Cada país tem os seus símbolos Nacionais, que podem ser pessoas, instituições, músicas, estandartes ou bandeiras, objectos, plantas, animais, monumentos, paisagens, etc.
Em Portugal, os símbolos nacionais são: a Bandeira Nacional e o Hino Nacional.

(Artigo 11.º - Símbolos nacionais - Lei Constitucional nº 1/97 de 20-09-1997 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA - Princípios fundamentais ou www.presidencia.pt)

Após as revoltas de 4 e 5 de Outubro de 1910, e com a instauração da República, a  Assembleia Nacional Constituinte, de 19 de Junho de 1911, aprovou a Bandeira Republicana, modificada, como nova Bandeira Nacional, e a marcha "A Portuguesa", modificada, como Hino Nacional.

A Bandeira Nacional Bandeira Nacional

O verde-escuro, cor da Natureza, representa a Esperança em melhores dias, os campos verdejantes do país, e a Liberdade.
O vermelho-escarlate simboliza o valor e o sangue derramado ao longo da história, e a Vida.

A Esfera Armilar, amarela, e no centro, representa os Descobrimentos Portugueses.
A Esfera Armilar, de ouro em fundo azul (com o Escudo de Armas), já existiu na bandeira de D. João VI (1816 - 1826), simbolizando então, o reino do Brasil e foi, igualmente, o emblema pessoal de D. Manuel I.
Segundo especificações oficiais, «A esfera armilar, de cor amarela, apresenta-se como uma representação fortemente estilizada do instrumento de navegação com o mesmo nome — visualizada em perspectiva, com um hemimeridiano nodal virado para o observador e um pouco acima deste. É constituída por quatro aros dispostos como círculos máximos de uma mesma esfera, três dos quais sobre planos fazendo ângulos de 90° e um quarto, mais largo, em posição oblíqua, e por dois paralelos, tangentes ao referido aro mais largo. A estrutura apresenta-se com o eixo de intersecção de três dos aros maiores aproximadamente perpendicular à superfície da bandeira, sendo os aros rematados por virolas salientes e proporcionadamente mais estreitas.»
O Escudo de Armas, sobre a Esfera Armilar, consiste de dois outros escudos:
Um maior, vermelho, com 7 castelos  dourados, que, lendariamente, simbolizam  as  cidades fortificadas tomadas aos mouros por D. Afonso III. Representa a Independência de Portugal,
Outro, mais pequeno e branco, com 5 escudetes (Quinas) azuis,  dispostos em cruz, com 5 pontos (besantes) cada que, lendariamente,   simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques derrotou na Batalha de Ourique, mas há outra lenda que diz que representam as 5 chagas de Jesus Cristo (contando duas vezes os pontos do escudo central dá 30, que são "os trinta dinheiros por que Judas vendeu Jesus Cristo", ou os cinco ferimentos que D. Afonso Henriques terá recebido nessa batalha, e também simbolizam o poder régio de cunhar moeda. Este escudo representa o Nascimento da Nação.

Dimensões da Bandeira Republicana:  A parte verde, do lado da Tralha, (parte por onde passam os cabos que hasteiam a bandeira), ocupa dois quintos da superfície; a outra parte, vermelha, ocupa três quintos, ou seja, a parte verde ocupa dois quintos do comprimento total e a vermelha três quintos.

A altura do pano é igual a dois terços da largura, ou seja, o comprimento da bandeira é 1,5 vezes a altura da Tralha. A esfera armilar  tem um diâmetro igual a metade da altura da bandeira, e fica equidistante das orlas superior e inferior.

O Hino Nacional

A marcha A Portuguesa, hoje executada como Hino Nacional surgiu em 1890, como protesto contra a capitulação política de D Carlos I ao Ultimato Inglês (Mapa Cor de Rosa - Pretensão Portuguesa de anexar os territórios africanos entre Angola e Moçambique), pelo então recém-formado Partido Republicano. Por altura da falhada Revolução de 1891, ela fora adoptada como cântico revolucionário antimonárquico. Foi então proibida pelo Rei e, ao longo do tempo, sofreu alterações, até ser oficializada como o actual Hino Nacional.
Nota,   o «Contra os canhões...» era cantado «Contra os Bretões...», em que Bretões  se referia aos Ingleses.

Alfredo Keil (1854 – 1907)
O Ultimato Inglês de 11 de Janeiro de 1890, sobre o Mapa Cor-de-rosa, inspirou-o a escrever a música de A Portuguesa.

Henrique Lopes de Mendonça (1856 - 1931)
Famoso dramaturgo, colaborou na letra de A Portuguesa.

ontre o Presidente da República. É colocada, em formato reduzido, na viatura oficial da Presidência.

1.
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz,
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
(Refrão)

Ás armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!


As duas estrofes que se seguem foram retiradas do Hino em 16 de Julho de 1957, e já não são cantadas.

2.
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu Céu!
Brade a Europa à terra inteira;
Portugal não pereceu.
Beija o solo teu jucundo,
O Oceano, a rugir de amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
(Refrão)

3.
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
(Refrão)

O Hino Nacional é executado em cerimónias civis e militares onde se presta homenagem a Portugal, à Bandeira Nacional, ao Presidente da República, ou quando se dá a saudação a um chefe de Estado estrangeiro de visita a Portugal, depois de tocado o hino do seu país. Conforme a ocasião em que é tocado ou cantado, há ligeiras versões do mesmo, desde que não se infringia as disposições apresentadas  no Diário do Governo, 2ª série, n.º 206, de 4 de Setembro de 1957.

Também se ouve em cerimónias desportivas como nos Jogos Olímpicos, e outros jogos internacionais em que participam atletas portugueses. Foi só a partir do século XIX que as nações Europeias  começaram a incluir um Hino como um dos símbolos da Nação, embora desde sempre tenham existido gritos de guerra, marchas patrióticas e louvores musicais os seus líderes.

Ouvir o Hino Nacional

Brasões

«de prata, com cinco escudetes de azul, postos em cruz, cada um carregado por cinco besantes de prata, postos em aspa; bordadura de vermelho carregada de sete castelos de ouro; o escudo sobreposto a uma esfera armilar, rodeada por dois ramos de oliveira de ouro, atados por uma fita verde e vermelha»

 O Chefe de Estado

O Chefe do Estado, na pessoa do Presidente da República eleito já foi considerado um símbolo da Pátria, apesar da actual legislação, por ser o garante da independência nacional, da unidade do Estado e do funcionamento correcto das várias instituições de um Estado de Direito.

A Bandeira Presidencial

Bandeira PresidencialÉ semelhante à Bandeira Nacional, excepto por ter o pano de uma só cor, o verde-escuro. É desfraldada no Palácio de Belém, no Forte de São Julião e em qualquer outro lugar onde se encontre oPresidente da República. É colocada, em formato reduzido, na viatura oficial da Presidência.

 

 

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